As terapias celulares e gênicas estão em rápida expansão no mundo, e a América do Sul e o México começam a ganhar destaque nesse cenário de inovação em saúde.
Uma recente análise do panorama regional, publicada no dia 6/03, no artigo “South America and Mexico’s Cell and Gene Therapy Landscape: Accelerating Growth and Persistent Challenges”, na revista Cytotherapy, mostra avanços importantes em quatro frentes:
- inovação científica, refletida no aumento de registros de patentes;
- ensaios clínicos, com crescimento consistente de estudos em fases iniciais;
- capacidade de produção, incluindo laboratórios e centros com padrões GMP;
- regulação, com marcos normativos cada vez mais alinhados a padrões internacionais.
A revisão foi conduzida pela Dra. Virginia Picanço e Castro, coordenadora técnico-científica do Hemocentro de Ribeirão Preto e pesquisadora do CTC-USP, e contou com a participação de pesquisadores que atuam na área.
Entre os países da região, o Brasil lidera em volume e diversidade de iniciativas, enquanto Argentina, Chile e México também se destacam com programas específicos, formando uma rede de centros de excelência distribuídos.
Outro sinal positivo é o aumento do interesse da indústria, que vem ampliando o patrocínio de estudos clínicos, indicando maior confiança no potencial da região.
Para transformar esse crescimento em capacidade sustentável e acesso ampliado aos pacientes, especialistas apontam caminhos estratégicos: fortalecer investimentos público-privados, ampliar infraestrutura de produção em padrão GMP, harmonizar regulações com padrões internacionais, estimular colaboração regional em pesquisas e ensaios clínicos.
Essas ações podem reduzir custos, acelerar o desenvolvimento de terapias e ampliar o acesso da população, posicionando a região como um importante polo emergente de inovação em terapias celulares e gênicas.
