O avanço no desenvolvimento da terapia CAR-T nacional representa uma conquista importante para a medicina brasileira. Mas, para que essa tecnologia chegue a mais pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é fundamental preparar os centros e capacitar os profissionais desde já.
Em artigo publicado no portal Medicina S/A, o Prof. Dr. Rodrigo Calado, diretor-presidente do Hemocentro de Ribeirão Preto, e o Dr. Phillip Scheinberg, chefe da hematologia da Beneficência Portuguesa de São Paulo, destacam que o sucesso da terapia depende não apenas da produção das células, mas também de uma rede assistencial preparada para identificar pacientes elegíveis, realizar o tratamento com segurança e garantir o acompanhamento clínico.
O texto também ressalta o papel estratégico do Núcleo de Terapia Avançada de Ribeirão Preto (Nutera RP) e a importância de aproveitar a experiência dos centros de transplante de medula óssea na formação de equipes especializadas.
A proposta é iniciar a capacitação de centros em diferentes regiões do país, para o Brasil estar preparado e ampliar o acesso a essa terapia inovadora.
O desafio vai além de produzir a CAR-T: é fazer com que ela chegue, com segurança e equidade, aos pacientes que precisam.
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